Tal com já aprendeste o Auto-de-Fé era uma das cerimónias públicas mais aguardadas pelos lisboetas. Mas antes da execução dos condenados havia um processo e um julgamento nos quais eram usados meios de tortura para obter a verdade.

Os principais alvos do tribunal da inquisição eram os judeus - acusados da prática do judaísmo, a sua religião. Com medo de serem queimados na fogueira, renunciavam às suas crenças e tornavam-se cristãos. Chamavam-se Cristãos - Novos. Permaneciam sempre sob suspeita.

Qualquer pessoa os podia acusar de continuarem a praticar a sua antiga religião. Houvesse ou não provas, eram presos e torturados para se saber a verdade e poderem morrer como

verdadeiros cristãos, puros e sem pecados. Além dos judeus também se condenavam as práticas de bruxaria - já vês o que aconteceria ao Harry Potter nestes tempos de 1700. É até por isso que há uma frase que diz " a caça às bruxas".

Atravês da tortura, o inquisidor conseguia a confissão do réu e este era, depois julgado.

Ser condenado era o mais fácil. Daí, marcavam o dia e a hora da execução e apregoava-se pela cidade.

Organizava-se a procissão dos condenados e o Auto-de-Fé, assim chamado porque se pensava que o fogo purificava as almas, levando-as para Deus.

E o povo assistia ao espectáculo. Acreditavam mesmo que aqueles que morriam eram maus por não serem cristãos e que dessa forma se tornavam cristãos.
1 comentário:
Leonardo Frade 6ºL
Esta época foi de muitas mortes porque quem não era cristão era morto com um espetáculo para o povo que todos que eram mortos eram maus e que muitos judeuses eram mortos mesmo a serem considerados cristãos novos.
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